Conselho de Segurança da ONU reúne-se para discutir situação no Irão
O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se esta quinta-feira para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", anunciou um porta-voz.
(em atualização)
A reunião terá lugar a pedido dos Estados Unidos, acrescentou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália.
O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou com uma ação militar contra Teerão pela repressão dos protestos, iniciados no final de dezembro por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso da moeda iraniana e pela elevada inflação.De acordo com fontes citadas pela emissora norte-americana NBC News, Trump disse aos conselheiros que deseja que qualquer ação militar contra o Irão seja um golpe "rápido e decisivo" para o regime, sem se arrastar durante semanas ou meses.
Trump defendeu que, "se fizer alguma coisa, quer que seja decisiva", embora os conselheiros ainda não tenham garantido que o regime de Teerão colapsasse rapidamente após um possível ataque militar.
As mesmas fontes não identificadas indicaram que existe preocupação com a capacidade dos Estados Unidos se defenderem contra uma possível retaliação do Irão.Teerão ameaçou realizar um ataque preventivo, alegando, sem apresentar provas, que Israel e os Estados Unidos orquestraram os protestos.
Trump disse na quarta-feira que foi informado "por fontes fidedignas" de que os planos de execuções de manifestantes no Irão foram interrompidos, apesar de o regime de Teerão sugerir o contrário.
"Fomos informados de que as mortes no Irão estão a parar - pararam - estão a parar", disse Trump.
"E não há qualquer plano para execuções, nem uma execução, nem execuções - isso foi-me informado por fontes fidedignas", adiantou.
A execução de um iraniano detido durante protestos, que organizações não-governamentais e Washington disseram que podia ocorrer na quarta-feira, foi adiada, anunciou um grupo de defesa dos direitos humanos, alertando que a vida do condenado continua em perigo.
A execução de Erfan Soltani, de 26 anos, foi adiada, adiantou a organização de defesa dos direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, que citou a família do jovem.
Antes, o chefe do poder judicial iraniano sugeriu que os manifestantes detidos nos protestos das últimas semanas no país serão sujeitos a julgamentos sumários e execuções, tratamento que o Presidente norte-americano ameaçou levar a retaliações.
Também na quarta-feira, o chefe da diplomacia iraniana enviou uma mensagem a Trump, instando-o a "não repetir o mesmo erro" de junho de 2015, quando atacou as instalações nucleares iranianas, e apelou a uma "solução diplomática".
Numa entrevista à emissora norte-americana Fox News, Abbas Araghchi garantiu que as autoridades têm o "controlo total" da situação.
"A partir de agora (...) reina a calma", acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.